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Semana Farroupilha – Missa Crioula

Buenas!

Gaúchos e gaúchas aquerenciados, Irmãos e irmãs de caminhada, reuniram-se dia 15/09/2021 no CTG Tarca Natista em Pato Branco na parada sagrada, para refazer nossas forças de fé e esperança na jornada.

Explicação da Missa:

Meu querido irmão de crença, é com vibrante emoção que rezo a missa crioula, missa que se desenrola nos ritos da tradição.

– O próprio Corpo de Cristo sobre um altar bem campeiro o sangue desse Cordeiro neste cálice abençoado. É a fé crioula do pampa no Cristo Eterno Tropeiro.

– É a missa de dois mil anos rezada no nosso jeito. É o gaúcho abrindo o peito de mãos erguidas aos céus, ofertando ao patrão Deus um sacrifício perfeito.


– É a ceia pascal do Cristo revivida na querência. É toda a grande imponência do calvário, nesta cruz pedindo ao pai Deus, Clemência!

– É a missa que o papa e os bispos celebram nas catedrais,  rezada em nossos rituais crioulos simples sem luxo, por um padre que gaúcho com vestes tradicionais.

– Esta missa que é bem nossa, rezamos com devoção, naquela mesma expressão da alma do nosso pago que reza a Deus com afago, no estilo da tradição.

– Estamos bem à vontade, fora de artificialismo, com fé, ardor e civismo, nosso coração se expande no linguajar do Rio Grande com os rituais do cristianismo.

– A bandeira Rio Grande e o estandarte da cruz o padre peão de Jesus e a alma guapa e sulina.
A bombacha e a batina no mesmo rastro de luz. – Por isso missa crioula, rezo com sinceridade, respeito, autenticidade revivendo a tradição
suplicando ao meu rincão as bênçãos da eternidade.

Você pode assistir a missa clicando no link abaixo. (Você será redirecionado para o Facebook do CTG Tarca Nativista)

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=4307403152690961&id=100007745463573&sfnsn=wiwspwa


A Missa Crioula: História.

A Missa Crioula é uma missa católica do rito latino, Apostólico Romano, porém adaptada em linguagem, ritmo, estilo e símbolos tradicionalistas gaúchos. Ela tem o mesmo sentido espiritual e religioso de uma missa tradicional, mas pelas suas características particulares recebe a denominação de Missa Crioula.

A existência de uma missa nesse estilo tornou-se possível com as alterações introduzidas na Igreja Católica como resultado do Concílio do Vaticano II, realizado em 1965, que permitiu a tradução e adaptação da liturgia em latim para outras línguas nacionais e linguagens regionais.

Em 1967, os padres gaúchos Paulo Aripe e Amadeu Gomes Canelas solicitaram autorização ao então Bispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherrer e ao Vaticano, cujo Papa era Paulo VI, para a celebração da Missa Crioula com cantos, preces e orações próprias, com rima bastante acentuada na linguagem e oração litúrgica. Nessa liturgia campeira, são utilizados símbolos do campo, da campanha, do uso costumeiro do gaúcho.

Com o linguajar típico dos pampas, Jesus Cristo é chamado “O Divino Tropeiro” e Nossa Senhora de “Primeira Prenda Celeste”. Deus é chamado de “Pai Celeste” e o Espírito Santo de “Divino Candeeiro”.

O Padre Mário Pereira comenta sobre a linguagem usada na Missa Campeira. Ele diz que os termos são adaptados para transmitir os valores do povo gaúcho através da celebração religiosa.

“Todos anos eu rezo Missas Crioulas, esse ano, devido ao contexto que vivemos será diferente. Estamos indo devagar frente à pandemia que veio causar tanto mau e é preciso se precaver. Mas é uma Missa que rezo a muito tempo. Desde quando eu me criei, lá no campo, em Soledade, tenho em meu DNA essas expressões culturais que, no fundo, são os valores da linguagem do povo gaúcho”, disse.

Entre os momentos mais emocionantes da Missa Crioula está o que relembra um dos mais marcantes episódios da história do Rio Grande do Sul: a guerra entre Maragatos e Chimangos. Como a missa busca trazer a paz e a compreensão entre todos, os homens que participam da missa depõem suas armas, representadas por facões estilizados, colocando-as em um canto e entrelaçam na cruz os lenços vermelhos, representando os Maragatos, e branco, representando os Chimangos.

Fonte: Missa Crioula: História

Missa Crioula: conheça a história da celebração que une religiosidade e tradicionalismo


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